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Passeio de S. Martinho

Paleta de cores outonais em Passeio de S. Martinho é a melhor definição do passeio que o Moto Clube do Porto levou a cabo no dia 9 de novembro. Não fosse o nevoeiro não ter acordado com o despertador, e só ter desaparecido a meio da subida do Marão (e não em Amarante como tinha sido contratado😊), e tudo teria sido perfeito, pois a partir daqui tivemos direito a um magnífico dia de sol. O grupo rolou por entre o nevoeiro sem perder nenhum elemento e, ao invés de D. Sebastião, foi o Marão que nos surgiu em todo o seu esplendor.

Foi como que um regresso à primeira metade do Séc XX, as curvinhas da N15 – primeiro a subir até ao Alto de Espinho e depois a descer até à Campeã - com bom piso e sem transito foram o aperitivo; na Campeã fez-se uma primeira paragem para um café e petiscar qualquer coisa antes de continuar pela N304 (outra das estradas icónicas que revisitámos neste passeio), com uma pequena paragem no Alto do Velão para fazer a primeira fotografia de grupo. Na descida até ao Ermelo pudemos apreciar as paisagens que o Alvão e a Sra da Graça nos proporcionaram antes de subir em direção a Varzigueto, Barreiro e Lamas de Ôlo, tendo feito uma segunda paragem junto às Barragens do Alvão.

O apetite já começava a dar sinais pelo que descemos a Vila Real, onde voltamos a reencontrar a N15, rumando a Sabrosa e a Provesende, onde nos esperava o almoço preparado pela Comissão de Festas local; o regresso ao passado continuava, os enchidos caseiros e o pão, a sopa de cebola e o arroz de feijão feitos no pote, as pataniscas de bacalhau, o leite creme e as castanhas assadas nas brasas, tudo isto servido na antiga mercearia da aldeia, fizeram as delícias de todos. Infelizmente, como nesta altura os dias são pequenos, cedo tivemos de voltar às motos e regressar à estrada descendo a N323 até ao Pinhão, sempre ladeados pelas vinhas com as mais variadas cores – do verde ao vermelho escuro com passagem pelos mais variados amarelos – acompanhando depois o Douro até à Régua pela também mítica N222. Aí, parte da caravana seguiu por auto estrada para casa enquanto os mais viciados em curvas continuaram a arredondar os pneus pela N2 até Parada de Cunhos e N15 até à Campeã onde rumaram ao Porto, mas pelo IP4 até Amarante, só aí entrando na A4.

Assim chegou ao fim o último passeio de estrada deste ano. Esperamos que os deste ano tenham sido do vosso agrado e contamos convosco no próximo ano para as comemorações dos 40 Anos do Moto Clube do Porto.

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Passeio de Outono em dia de Verão

Domingo 12 de outubro… mais um marco histórico na vida do Moto Clube do Porto ao transformar em verão um dia de outono. Depois de aturadas reuniões e conversações entre os responsáveis do MCP e as mais altas individualidades celestiais, o dia amanheceu solarengo e com uma temperatura amena. Convivas na sede à hora marcada, café de boas vindas, briefing e…, vamos para a estrada que é o que nós gostamos. Levar a caravana de 31 motos até à A3 obrigou a 2 paragens para reagrupamento (em pouco mais de 1 km) mas daí até Ponte da Barca, onde se fez uma paragem técnica para esticar as pernas, foi um instante. Com as energias repostas o grupo voltou à estrada, atravessando o Rio Lima e embrenhando-se nas curvas da serra do Soajo, ora subindo, ora descendo, mas sempre com umas paisagens deslumbrantes, até chegar à aldeia de Sistelo (agora conhecida como o Tibete português, vá-se lá saber porquê), onde foi impossível parar, tal a quantidade de viaturas estacionadas na berma da estrada pois havia festa na aldeia; assim, fizemos uma paragem num miradouro um pouco mais acima, onde pudemos apreciar as vistas, conversar um pouco e… ouvir a missa da festa difundida pelos altifalantes da igreja. De regresso às curvas dirigimo-nos finalmente à Quinta Casa de Xisto, localizada no meio “do nada” nas serranias próximas de Paredes de Coura. O almoço (depois das entradas muito saborosas a Vitela à Xisto fez as delícias dos comensais) proporcionou mais um momento de convívio entre os 40 participantes. No final, o ditado português “barriga cheia, companhia desfeita” provou mais uma vez a sabedoria popular 😊; o grupo que, durante a manhã, rolou bem compacto começou a desmembrar-se, com os participantes que habitam mais a sul a arrancarem diretamente para casa para ainda chegarem a tempo de votar, outros a esticarem um pouco mais o passeio até à aldeia do Soajo e os restantes a seguirem em caravana até Ponte de Lima. Aqui, o grupo restante voltou a dividir-se, metade seguindo diretamente para o Porto pela A3 e a outra metade a continuar pelas nacionais até Prado e Braga e só depois entrando na A3.

Foi mais um dia bem passado, rolando por estradas secundárias menos conhecidas e com um tempo fabuloso. Em novembro iremos ter o Passeio de S. Martinho onde, mais uma vez, contamos convosco!

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